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” Mas você nem parece judeu”

Saturday, January 19th, 2008 by Debora Pogorelsky

Com muita triste li este artigo do Sérgio Malbergier.

Ainda existe preconceito no mundo que se diz livre!

Se o mundo diz não ao preconceito, tanto de cor, raça, sexo ou religião, como pessoas com tu ou como eu, corremos o risco de passar por situações constrangedoras?

Achar que todo judeu é rico ou é culpado pela falência mundial… Achar que todo negro ou afrodescendente (que eu já acho esta palavra preconceituosa), é ladrão ou marginal… Que todo islâmico é terrorista… Ou até fazer “brincadeiras” que toda loira é burra… É preconceito sim!

Pessoalmente, já passei por situações condenadas apenas por ser loira ou ser mulher… muito triste isso.

Segue a baixo o texto de Sérgio Malbergier. Leia e pense…

17/01/2008

“Mas você nem parece judeu”

Sumaré. São Paulo. Festa. Artista amigo e eu conversamos sobre Nova York, onde ele tinha morado por vários anos. “A cidade é fantástica, mas pra trabalhar é muuuito difícil”, diz ele. “Tem uma judaiada (sic) que domina o circuito de arte que, se você não entrar na deles, não consegue nada.”

Espantei-me com sua desenvoltura ao vomitar preconceito tão virulento, logo ele, artista tão liberal, de esquerda, defensor de minorias e oprimidos.

“Eu sou judeu”, foi minha resposta, fugindo ao bar, enquanto ele tentava se explicar melhor.

Lembrei dessa história ao ler na coluna Mônica Bergamo as explicações da cantora Nana Caymmi para suas supostas declarações publicadas pela revista “Quem”. Após ser questionada sobre o sofrimento com um filho usuário de drogas e com seqüelas de acidente de moto, disparou: “Fico me perguntando por que preciso sofrer tanto. Não sou judia, não crucifiquei Jesus!”

Ouvida pela coluna, Nana negou ter feito tal declaração: “Todo jornalista, você me desculpe, deturpa o que a gente fala. Eu falei sobre o filme do Mel Gibson [”A Paixão de Cristo”], sobre pirataria”. Ela ainda citou lista de amigos judeus para provar ausência de preconceito.

Já a revista “Quem” disse que a declaração está gravada, não foi descontextualizada nem o nome de Mel Gibson foi citado na entrevista.

O leitor que julgue. Tendo a não acreditar na cantora (apesar de minha admiração absoluta por seu pai, Dorival Caymmi) porque já vi esse filme várias vezes, principalmente a linha “mas você nem parece judeu!” quando revelo minha origem após tiradas antijudaicas.

É chocante e deprimente constatar como o anti-semitismo perdura e é tão tolerado mesmo depois do Holocausto, a matança imoral, impune e quase consensual de 6 milhões de indefesos judeus na Europa sob o regime nazista. (Como é chocante e deprimente constatar como perdura, também, a discriminação e a perseguição de negros depois de todo o sofrimento da escravidão ou outras tantas formas de discriminação contra tantos grupos.)

O anti-semitismo é um camaleão venenoso que se adapta às mais diversas condições de pressão e temperatura. Hoje ele viceja na Europa e no mundo islâmico travestido de anti-sionismo, a vilificação e a deslegitimação de Israel como nação judaica como se o princípio fundador do país fosse racista e não uma forma de defender-se do racismo, de séculos e séculos de perseguição genocida, cujo ápice foi a sofisticação científico-logística desenvolvida pelos alemães e aliados para exterminar os judeus europeus.

Mas o anti-semitismo que parece sair da voz aveludada de Nana Caymmi é de outra cepa, cristã. Já no século 1º, os primeiros líderes da igreja buscaram demonizar os judeus e o judaísmo para ganhar adeptos justamente entre os judeus da Palestina romana e depois por todo o império.

A acusação de deicídio, explícita no Evangelho de Mateus, foi um sucesso histórico. De Santo Agostinho no século 4º ao pai do protestantismo, Martinho Lutero, no século 16, a filósofos do Iluminismo como Voltaire, a biblioteca anti-semita é vasta, crescente e assustadora. E se espalha hoje com as facilidades de comunicação da internet e o anti-semitismo de Estado de vários países árabes.

Nunca esqueço conversas que tive na cozinha da minha avó Pessel. Fugindo da Polônia antes da Segunda Guerra, suas memórias trágicas daquele país a perseguiram e a marcaram.

A mais repetida era a de seu pai, ortodoxo, que foi tentar a vida na indústria têxtil de Nova York nos anos 1930 mas teve de voltar para a Europa porque não topou trabalhar aos sábados na América, desrespeitando o dia sagrado judaico.

“Voltou pra Hitler matar”, repetia ela sempre a mesma frase, seca, cortante, “voltou pra Hitler matar”, com seu sotaque particular sentada ao redor da mesa de fórmica.

Hitler matou o pai dela, a mãe, a maioria de seus muitos irmãos, tios primos e também a família do meu avô, que, tão traumatizado, ao chegar ao Brasil colocou um i no sobrenome Malberger para disfarçar o judaísmo. Medida prudente que me ajudou em algumas viagens pelo Oriente Médio, onde vez ou outra, diante da pergunta sobre a origem de meu nome, tive de dizer que era belga ou francês para evitar problemas.

Como convencer Nana Caymmi ou mesmo o editor da revista “Quem” (que no mínimo deixou a frase racista ser publicada como se fosse uma frase normal, como outra qualquer) de que os judeus não merecem punição nem sofrimento pela morte de Jesus ou por buscarem um lar em sua terra de origem justamente para se proteger de tanta perseguição?

A tarefa parece impossível, aponta a história. Mas é preciso tentar, porque a mesma história já mostrou aonde pode nos levar.

Sérgio Malbergier é editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, “A Árvore” (1986) e “Carô no Inferno” (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.”

Final de mais um ano (email de amigo é assim!)

Monday, December 17th, 2007 by Debora Pogorelsky

Acabo de receber um email de um amigo de anos que resume exatamente o que eu, nos, sentimos no final de mais um ano.
Espero que ele não fique bravo de eu postar aqui :)

“Queridos Amigos,

Mais uma vez as festas se aproximam… e vocês já devem estar se perguntando, e o email do Ed??? Demorou, mas aqui estou com minhas pequenas palavras.

Ao fazer uma retrospectiva, notei que 2007 foi um ano de muitos acontecimentos. Alguns conseguiram emprego, outros trocaram; alguns perderam pessoas queridas, outros ganharam; alguns casaram, outros se separam; alguns terminaram estudos, outros começaram; entre outros tantos que não caberiam nessa mensagem.

Com isso, percebi que apesar da correria em que sempre estamos, literalmente, a vida não para. Até por que, se parar, não teremos mais a vida e sim a morte. Vocês devem estar se questionando, tá mas e ai??? E ai, que por mais que tivemos momentos bons e ruins , o importante é que os tivemos e aprendemos com cada um deles.

No entanto, o mais importante é que podemos sempre contar um com o outro. Seja por vivência, email, telefone, msn, orkut, estamos sempre próximos nos ajudando, nos apoiando e nos divertindo.

Dentre os desejos do ano passado um sempre continua… que é o de poder estar mais tempo com vocês, de podermos ter mais histórias em nossa caminhada. E melhor, que a nossa caminhada, mesmo que em caminhos distantes, sempre se mantenha.

Desejo a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!!! Que seja um ano com muita saúde, paz, realizações, amor, dinheiro, luz e felicidades e que 2008 seja melhor que 2007 e pior que 2009!!!!!!

Beijos com carinho, Edgar Telischewsky.”

Ai ai Ed… obrigada por sempre lembrar de mim!

Desejo do fundo do meu coração, que tu Ed, que meus amigos, familiares, o porque não, tu que sempre vem aqui dar uma olhadinha… desejo tudo de bom, muitas felicidades!

Boas Festas!!!

Grandes Mudanças!

Wednesday, November 14th, 2007 by Debora Pogorelsky

Olá!

Desculpe o desaparecimento … é que no mês de outubro passado e neste mês aconteceram coisas maravilhosas na minha vida… e ainda estão acontecendo.

Bem, vou contar pra todos um pouquinho das grandes mudanças!

Depois de 2 anos de muitas noites sem dormir, passeios e festas perdidos, chegou a recompensa!

Dois sites do maridão foram vendidos e juntando com um dinheirinho guardado compramos uma linda casinha pra nos :D

Entre papelada, mudança, arrumação e pequenas obras na casa novo fiquei sem tempo para postar. E como o mar não é de rosas, na nova residência não tem internet. Nem da BrasilTelecom nem da GVT nem Virtua nem nada. Mais isso foi superado momentaneamente pelo VivoZap.

Quando estiver tudo ok, vou postar algumas fotos para vocês.

O que fazer???

Wednesday, May 30th, 2007 by Debora Pogorelsky

Ops!

Faltou luz!

O que fazer?

Se nos somos escravos da eletricidade!

Eu principalmente…

Não dá pra tomar banho quentinho… não dá pra ver tv… não dá pra ficar abrindo e fechando a geladeira de minuto a minuto só pra ver o que tem dentro, mesmo sabendo decor e saltiado… não dá pra ficar horas e horas navegando na internet e muito menos ficar teclando com o meu amor no msn… se o fogão for elétrico e funcionar… com certeza não temos fósforos em casa… então nem um brigadeiro dá pra fazer… (ainda bem que o meu fogão não funciona… hehehe)… arrumar a casa, passar roupa, nem pensar… eba!!!

Então o jeito é ir dormir… mas sem lençol elétrico pra esquentar a cama? Sem rádio ligado bem baixinho? No escuro? No silêncio? Não dá! Ah eu não consigo! Sou meia paranóica… se é possível ser meia alguma coisa…

Bem… o que as pessoas que não tem ou não tinham eletricidade fariam? Hum… iam estar na casa de algum amigo… iam brincar na rua de pés descalços… iam tomar banho de chuva…

Putz! O que a eletricidade nos tornou? Nos afastou de pessoas reais, de carne e osso… do contato físico…

O que fazer? O que fazer?

Hum hum hum…. vou ligar pra alguém!

Putz… hoje não é meu dia mesmo!

Acabou a bateria dos dois celular! Ligar do telefone fixo? Ah ele está muito longe… está lá na sala e eu já estou bem quentinha aqui na cama!

Preguicinha…

Ah já sei! Vou fumar um cigarro bem tranqüila! Peraí já volto!

… … …

Voltei!

Eba!!! A luz voltou!!!

Então era isso… ã… eu… vou indo… vou ligar a tv pra não ficar no silêncio… vou me conectar… ver meus emails… ver meu flog e atualizar com as fotinhos novas do fim de semana que passou (sair de noite pra dar uma voltinha é sagrado!!!)… escrever no meu blog (ops! aqui estou!)… vou abrir a geladeira só pra ter certeza que o suco de laranja ainda está lá…. ligar meu lençol elétrico e ir dormir um pouquinho… e esquecer que passei o dia sem eletricidade e que me senti sozinha… que senti falta de brincar na rua… de te gente junto de mim… e que senti falta de ar puro…

Esquecer que eu só saio de casa de dia pra ir trabalhar…