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É proibido Dirigir!

Wednesday, August 20th, 2008 by Debora Pogorelsky

Até onde vamos poder dirigir nossos carros?

Depois da Lei de tolerância zero, onde proibi tudo e qualquer bebida alcoólica, querem proibir os motoristas de automóveis de mexer no volume do carro, de conversar enquanto dirigem e agora querem proibir de fumar na direção.

Que invasão!!!

Quer dizer que eu não posso mais dirigir tranquilamente MEU carro com um som legal e no final da musica trocar de estação? Quer dizer que eu não posso decidir acender meu cigarro enquanto estou no MEU carro? Quer dizer que não posso conversar com as pessoas que estão comigo no veículo? O que que querem?

Daqui a pouco vão obrigar a todos os proprietários de veículos automotor de terem motoristas mudos e claro, não fumantes, no volante!

Porque o governo não se preocupa com as crianças sem comida e sem estudo? Como pais e mães de família que não tem emprego por ser muito caro manter um funcionaria em uma empresa?

Estou completamente indignada…

Tolerância Zero

Tuesday, July 1st, 2008 by Debora Pogorelsky

Em agosto deste ano foi lançada a lei (MP 415/08) que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais. Onde nenhum estabelecimento nestes limites poderiam comercializar bebida alcoólica.

Com certeza esta atitude do governo foi polêmica e já existem várias flexibilidades duvidosas.

Agora em junho, exatamente dia 20, foi sancionada a “tolerância zero”. Onde o motorista que antes poderia ter 6 decigramas de álcool por litro de sangue agora é zero!

O cidadão que dirigir com qualquer vestígio de álcool no sangue, ou melhor na saliva, os bafômetros denunciam.

Para este “crime” o motorista terá sua habilitação suspensa por um ano, além de pagar multa de R$ 955,00 e corre o risco de ser preso de 3 meses a 1 ano.

Há comentários na mídia que até um bombom de licor poderia apresentar de 6 a 12 decigramas de álcool por litro de sangue. Imagina… que bombomzinho mais caro esse!

Acredito que direção e álcool não combinam mas vamos ser realistas! Igualar um trabalhador que só nos finais de semana sai para balada ou para eu reunião com os amigos, com marginais, ladrões estupradores? Será que o sistema esta preparado para isso? As cadeias e delegacias ja estão com superpopulação com menos de 1/6 dos elementos presos. Onde colocariam uma pessoa que tomou um pouco mais de cerveja ou vinho?

Vamos pensar no meu caso. Eu não tenho o costume de beber mas as vezes saio a noite para balada ou para um barzinho e tomo uns dois copos de cerveja ou meio copo caipirinha ou ainda, uma batida de frutas… Lembrando que eu que dirijo! Nem isso mais? E minha liberdade de ir vir? Tudo bem que eu posso convidar o pessoal par vir aqui em casa para beber mas e a vida social do quem trabalha de segunda a sábado, fica onde?

Outra coisa, vocês acreditam que quem realmente bebe vai “se mixar” para uma lei? Começo a pensar que esta medida é mais uma maneira de tirar o dinheiro dos trabalhadores.

Espero estar errada!

Eu, com certeza, vou fazer minha parte pela sociedade mas desejo ver em cada esquina ou perto de pontos movimentados uma “blitz”… quero ver os “alcoolizados” sendo abordados e vendo a polícia trabalhar.

E você? O que acha do lei da Tolerância Zero?

Minha vida sofre de bipolaridade

Friday, June 6th, 2008 by Debora Pogorelsky

Tu sabes o que é bipolaridade?

O distúrbio bipolar é uma forma de distúrbio de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase hiperatividade e grande imaginação, e uma fase de depressão de inibição, lentidão para conceber idéias e realizar, e ansiedade ou tristeza.

Sou uma pessoa comum… trabalho no que gosto, mesmo que estressante as vezes, realmente gosto do que faço. Tenho minha casa que estou arrumando do meu jeito. Sou casada a quase 4 anos e está tudo bem na minha vida.

Mas as vezes acontecem coisas que me magoam, que me entristece que fazem tudo não valer a pena. sei que são coisas miúdas que são fáceis de ultrapassar mas… doem de uma certa forma que me desaminam.

Na minha vida nada é meio, nada é calmo e tranqüilo, mesmo que tudo esteja em ordem. Tenho momentos de extremo amor, amizade, felicidade. E tenho momento de isolamento, tristeza e depressão. Tu que está lendo aí, pode dizer que isso todo mundo passa, que é natural e que não somos obrigados a ser feliz sempre. Mas pensando em tudo que eu já passei, e graças a deus, superei… eu penso que já estava de bom tamanho.

O sentimento que me faz escrever é o de desgaste. Sabe quando nos doamos por completo sem desejar nada em troca? Sabe aquilo que você faz de coração? Bem é bem aí que me desiludo… porque por mais que eu me esforce, parece que nunca é suficiente.

Acho que minha vida é bipolar!

” Mas você nem parece judeu”

Saturday, January 19th, 2008 by Debora Pogorelsky

Com muita triste li este artigo do Sérgio Malbergier.

Ainda existe preconceito no mundo que se diz livre!

Se o mundo diz não ao preconceito, tanto de cor, raça, sexo ou religião, como pessoas com tu ou como eu, corremos o risco de passar por situações constrangedoras?

Achar que todo judeu é rico ou é culpado pela falência mundial… Achar que todo negro ou afrodescendente (que eu já acho esta palavra preconceituosa), é ladrão ou marginal… Que todo islâmico é terrorista… Ou até fazer “brincadeiras” que toda loira é burra… É preconceito sim!

Pessoalmente, já passei por situações condenadas apenas por ser loira ou ser mulher… muito triste isso.

Segue a baixo o texto de Sérgio Malbergier. Leia e pense…

17/01/2008

“Mas você nem parece judeu”

Sumaré. São Paulo. Festa. Artista amigo e eu conversamos sobre Nova York, onde ele tinha morado por vários anos. “A cidade é fantástica, mas pra trabalhar é muuuito difícil”, diz ele. “Tem uma judaiada (sic) que domina o circuito de arte que, se você não entrar na deles, não consegue nada.”

Espantei-me com sua desenvoltura ao vomitar preconceito tão virulento, logo ele, artista tão liberal, de esquerda, defensor de minorias e oprimidos.

“Eu sou judeu”, foi minha resposta, fugindo ao bar, enquanto ele tentava se explicar melhor.

Lembrei dessa história ao ler na coluna Mônica Bergamo as explicações da cantora Nana Caymmi para suas supostas declarações publicadas pela revista “Quem”. Após ser questionada sobre o sofrimento com um filho usuário de drogas e com seqüelas de acidente de moto, disparou: “Fico me perguntando por que preciso sofrer tanto. Não sou judia, não crucifiquei Jesus!”

Ouvida pela coluna, Nana negou ter feito tal declaração: “Todo jornalista, você me desculpe, deturpa o que a gente fala. Eu falei sobre o filme do Mel Gibson [”A Paixão de Cristo”], sobre pirataria”. Ela ainda citou lista de amigos judeus para provar ausência de preconceito.

Já a revista “Quem” disse que a declaração está gravada, não foi descontextualizada nem o nome de Mel Gibson foi citado na entrevista.

O leitor que julgue. Tendo a não acreditar na cantora (apesar de minha admiração absoluta por seu pai, Dorival Caymmi) porque já vi esse filme várias vezes, principalmente a linha “mas você nem parece judeu!” quando revelo minha origem após tiradas antijudaicas.

É chocante e deprimente constatar como o anti-semitismo perdura e é tão tolerado mesmo depois do Holocausto, a matança imoral, impune e quase consensual de 6 milhões de indefesos judeus na Europa sob o regime nazista. (Como é chocante e deprimente constatar como perdura, também, a discriminação e a perseguição de negros depois de todo o sofrimento da escravidão ou outras tantas formas de discriminação contra tantos grupos.)

O anti-semitismo é um camaleão venenoso que se adapta às mais diversas condições de pressão e temperatura. Hoje ele viceja na Europa e no mundo islâmico travestido de anti-sionismo, a vilificação e a deslegitimação de Israel como nação judaica como se o princípio fundador do país fosse racista e não uma forma de defender-se do racismo, de séculos e séculos de perseguição genocida, cujo ápice foi a sofisticação científico-logística desenvolvida pelos alemães e aliados para exterminar os judeus europeus.

Mas o anti-semitismo que parece sair da voz aveludada de Nana Caymmi é de outra cepa, cristã. Já no século 1º, os primeiros líderes da igreja buscaram demonizar os judeus e o judaísmo para ganhar adeptos justamente entre os judeus da Palestina romana e depois por todo o império.

A acusação de deicídio, explícita no Evangelho de Mateus, foi um sucesso histórico. De Santo Agostinho no século 4º ao pai do protestantismo, Martinho Lutero, no século 16, a filósofos do Iluminismo como Voltaire, a biblioteca anti-semita é vasta, crescente e assustadora. E se espalha hoje com as facilidades de comunicação da internet e o anti-semitismo de Estado de vários países árabes.

Nunca esqueço conversas que tive na cozinha da minha avó Pessel. Fugindo da Polônia antes da Segunda Guerra, suas memórias trágicas daquele país a perseguiram e a marcaram.

A mais repetida era a de seu pai, ortodoxo, que foi tentar a vida na indústria têxtil de Nova York nos anos 1930 mas teve de voltar para a Europa porque não topou trabalhar aos sábados na América, desrespeitando o dia sagrado judaico.

“Voltou pra Hitler matar”, repetia ela sempre a mesma frase, seca, cortante, “voltou pra Hitler matar”, com seu sotaque particular sentada ao redor da mesa de fórmica.

Hitler matou o pai dela, a mãe, a maioria de seus muitos irmãos, tios primos e também a família do meu avô, que, tão traumatizado, ao chegar ao Brasil colocou um i no sobrenome Malberger para disfarçar o judaísmo. Medida prudente que me ajudou em algumas viagens pelo Oriente Médio, onde vez ou outra, diante da pergunta sobre a origem de meu nome, tive de dizer que era belga ou francês para evitar problemas.

Como convencer Nana Caymmi ou mesmo o editor da revista “Quem” (que no mínimo deixou a frase racista ser publicada como se fosse uma frase normal, como outra qualquer) de que os judeus não merecem punição nem sofrimento pela morte de Jesus ou por buscarem um lar em sua terra de origem justamente para se proteger de tanta perseguição?

A tarefa parece impossível, aponta a história. Mas é preciso tentar, porque a mesma história já mostrou aonde pode nos levar.

Sérgio Malbergier é editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, “A Árvore” (1986) e “Carô no Inferno” (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.”