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Grão Natural

Monday, March 24th, 2008 by Debora Pogorelsky

Aproveitando o assunto sobre produtos ecológicos e sobre as sacolas de pano, tenho uma dica bem legal aqui em Porto Alegre. É a Loja Grão Natural.

A loja Grão Natural tem uma variedade imensa de produtos naturais deliciosos. Tem receitas saborosas e simples, que tu podes fazer em casa. Sem dizer dos chocolates politicamente corretos :) .

Bem, voltando as sacolas, na loja tu encontras alguns modelos oferecidos no comércio em um preço justo.

Olhem a noticia da loja no site:

Grão Natural lança sacola de algodão orgânico:

‘Menos plástico, mais saúde para o planeta’. Este é o slogan da sacola de pano, confeccionada com algodão orgânico da loja Grão Natural, especializada em produtos ecológicos, naturais e integrais. Assim, Grão Natural junta-se àqueles que acreditam que a redução do plástico resultará em grande benefício para o meio ambiente e a saúde das pessoas.

O plástico tem se tornado um dos grandes vilões do meio ambiente. Pesquisas mostram que atualmente são jogados no lixo mais de 500 milhões de sacos plásticos todos os anos no mundo. E o caminho é um só: reciclar, reaproveitar e, principalmente, reduzir.”

Espero que gostem!

Sacolas ecológicas

Thursday, March 20th, 2008 by Debora Pogorelsky

Vocês viram a nova campanha pelo fim dos sacos plásticos dados em qualquer compra que realizamos?

Até foi noticia no Fantástico. “A partir de 1º de junho, lojas e supermercados não poderão mais oferecer sacos plásticos gratuitamente. E fica proibido também fabricar, vender e usar sacolas plásticas muito finas, aquelas que de tão fininhas não podem ser recicladas. A decisão radical surpreendeu.”

Depois de ver esta reportagem fiquei pensando…

Concordo que devemos fazer algo para melhorar nosso mundo, mas raciocinem minha posição; Muitas pessoas que conheço, inclusive eu, fazem uma única compra em supermercados. Aqui em Porto Alegre chamamos de “ranço”. Imaginem… tu vais ao supermercado no inicio do mês para fazer o “ranço”. Compra, sei lá, 5 Kg de arroz, 2 de feijão, 5 pacotes de massa, 3 latas de azeite, 12 garrafas de água ou refrigerante, 5 kg de carne, produtos de limpeza pra casa, produtos de higiene pessoal, compra enlatados, e assim vai.

Quantas sacolas ecológicas de pano tu vais precisar? No mínimo umas 10! Se cada sacola tem o valor de R$ 3.99, como a mais barata que achei aqui na minha cidade, já são R$ 39.90 só de pano.

Outra coisa… em momento algum na noticia indicaram onde vamos colocar o nosso lixo, que hoje colocamos nas sacolinhas plásticas de supermercado.

Lembrando que não sou contra a campanha, longe disso.

Segue meu pensamento… dai vamos ter que comprar as sacolas de pano e comprar sacos plásticos biodegradáveis? Porque invés de mudar toda uma população o governo ou sei quem tem influencia nestes casos, não estimula as empresas a produzirem o produto já ecologicamente correto?

Ao meu ver, novamente nos, consumidores vamos pagar a conta!

Acho que nossa contribuição forçada com o pagamento de impostos seria um bom investimento para este processo.

Idéias a la Rita Lee - Casa dos Políticos!

Wednesday, March 12th, 2008 by Debora Pogorelsky

Achei o máximo o idéia lançada pelo a titia do Rock!

A cantora e ativista esta em uma entrevista no programa do Amaury Jr. e ao comentarem sobre a inutilidade de programas como o Big Brother, o Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.

“Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos. Casa dos Políticos Já!”

Já imaginaram? Sensacional!

Desta maneira poderias ver exatamente como cada um é e pensa. Sem rodeios!

E você, o que achou?

Eu voto sim! Sim a Casa dos Políticos Já!

” Mas você nem parece judeu”

Saturday, January 19th, 2008 by Debora Pogorelsky

Com muita triste li este artigo do Sérgio Malbergier.

Ainda existe preconceito no mundo que se diz livre!

Se o mundo diz não ao preconceito, tanto de cor, raça, sexo ou religião, como pessoas com tu ou como eu, corremos o risco de passar por situações constrangedoras?

Achar que todo judeu é rico ou é culpado pela falência mundial… Achar que todo negro ou afrodescendente (que eu já acho esta palavra preconceituosa), é ladrão ou marginal… Que todo islâmico é terrorista… Ou até fazer “brincadeiras” que toda loira é burra… É preconceito sim!

Pessoalmente, já passei por situações condenadas apenas por ser loira ou ser mulher… muito triste isso.

Segue a baixo o texto de Sérgio Malbergier. Leia e pense…

17/01/2008

“Mas você nem parece judeu”

Sumaré. São Paulo. Festa. Artista amigo e eu conversamos sobre Nova York, onde ele tinha morado por vários anos. “A cidade é fantástica, mas pra trabalhar é muuuito difícil”, diz ele. “Tem uma judaiada (sic) que domina o circuito de arte que, se você não entrar na deles, não consegue nada.”

Espantei-me com sua desenvoltura ao vomitar preconceito tão virulento, logo ele, artista tão liberal, de esquerda, defensor de minorias e oprimidos.

“Eu sou judeu”, foi minha resposta, fugindo ao bar, enquanto ele tentava se explicar melhor.

Lembrei dessa história ao ler na coluna Mônica Bergamo as explicações da cantora Nana Caymmi para suas supostas declarações publicadas pela revista “Quem”. Após ser questionada sobre o sofrimento com um filho usuário de drogas e com seqüelas de acidente de moto, disparou: “Fico me perguntando por que preciso sofrer tanto. Não sou judia, não crucifiquei Jesus!”

Ouvida pela coluna, Nana negou ter feito tal declaração: “Todo jornalista, você me desculpe, deturpa o que a gente fala. Eu falei sobre o filme do Mel Gibson [”A Paixão de Cristo”], sobre pirataria”. Ela ainda citou lista de amigos judeus para provar ausência de preconceito.

Já a revista “Quem” disse que a declaração está gravada, não foi descontextualizada nem o nome de Mel Gibson foi citado na entrevista.

O leitor que julgue. Tendo a não acreditar na cantora (apesar de minha admiração absoluta por seu pai, Dorival Caymmi) porque já vi esse filme várias vezes, principalmente a linha “mas você nem parece judeu!” quando revelo minha origem após tiradas antijudaicas.

É chocante e deprimente constatar como o anti-semitismo perdura e é tão tolerado mesmo depois do Holocausto, a matança imoral, impune e quase consensual de 6 milhões de indefesos judeus na Europa sob o regime nazista. (Como é chocante e deprimente constatar como perdura, também, a discriminação e a perseguição de negros depois de todo o sofrimento da escravidão ou outras tantas formas de discriminação contra tantos grupos.)

O anti-semitismo é um camaleão venenoso que se adapta às mais diversas condições de pressão e temperatura. Hoje ele viceja na Europa e no mundo islâmico travestido de anti-sionismo, a vilificação e a deslegitimação de Israel como nação judaica como se o princípio fundador do país fosse racista e não uma forma de defender-se do racismo, de séculos e séculos de perseguição genocida, cujo ápice foi a sofisticação científico-logística desenvolvida pelos alemães e aliados para exterminar os judeus europeus.

Mas o anti-semitismo que parece sair da voz aveludada de Nana Caymmi é de outra cepa, cristã. Já no século 1º, os primeiros líderes da igreja buscaram demonizar os judeus e o judaísmo para ganhar adeptos justamente entre os judeus da Palestina romana e depois por todo o império.

A acusação de deicídio, explícita no Evangelho de Mateus, foi um sucesso histórico. De Santo Agostinho no século 4º ao pai do protestantismo, Martinho Lutero, no século 16, a filósofos do Iluminismo como Voltaire, a biblioteca anti-semita é vasta, crescente e assustadora. E se espalha hoje com as facilidades de comunicação da internet e o anti-semitismo de Estado de vários países árabes.

Nunca esqueço conversas que tive na cozinha da minha avó Pessel. Fugindo da Polônia antes da Segunda Guerra, suas memórias trágicas daquele país a perseguiram e a marcaram.

A mais repetida era a de seu pai, ortodoxo, que foi tentar a vida na indústria têxtil de Nova York nos anos 1930 mas teve de voltar para a Europa porque não topou trabalhar aos sábados na América, desrespeitando o dia sagrado judaico.

“Voltou pra Hitler matar”, repetia ela sempre a mesma frase, seca, cortante, “voltou pra Hitler matar”, com seu sotaque particular sentada ao redor da mesa de fórmica.

Hitler matou o pai dela, a mãe, a maioria de seus muitos irmãos, tios primos e também a família do meu avô, que, tão traumatizado, ao chegar ao Brasil colocou um i no sobrenome Malberger para disfarçar o judaísmo. Medida prudente que me ajudou em algumas viagens pelo Oriente Médio, onde vez ou outra, diante da pergunta sobre a origem de meu nome, tive de dizer que era belga ou francês para evitar problemas.

Como convencer Nana Caymmi ou mesmo o editor da revista “Quem” (que no mínimo deixou a frase racista ser publicada como se fosse uma frase normal, como outra qualquer) de que os judeus não merecem punição nem sofrimento pela morte de Jesus ou por buscarem um lar em sua terra de origem justamente para se proteger de tanta perseguição?

A tarefa parece impossível, aponta a história. Mas é preciso tentar, porque a mesma história já mostrou aonde pode nos levar.

Sérgio Malbergier é editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, “A Árvore” (1986) e “Carô no Inferno” (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.”