A vida das mulheres de blogueiros


Quando li o post da Éryka Bezerra (esposa de Sampson) sobre “Mulher de blogueiro” partes I, II e III e me vi nas situações que ela descreve, resolvi escrever também.

Bem minha estória não é muito diferente. Conheci meu atual marido, que é programador, pessoalmente. Nossa primeira conversa foi… “Tu tens Orkut?”. Alguns dias depois percebi que ele ficava horas, dias e madrugadas na frente do computador, sem sair de casa nem pra ver a luz do dia. Mas tudo bem, pensei. Dois meses se passaram e ele grudado no computador, aquilo já estava me irritando. Ainda mais quando comecei a perceber que pra falar com ele era só via msn.

Cinco meses depois resolvemos tentar morar juntos. Tudo arrumado para ele ir morar na minha casa quando recebo uma mensagem pelo celular (via internet), “Vida (ele me chama assim, lindinho né?), já pedi a transferência do telefone com a ADSL para teu endereço, quando a Internet chegar eu me mudo!” O que??? Meu romance estava nas mãos dos técnicos da BrasilTelecom??? Mas tudo bem, pensei de novo.

Após 5 dias, a maledeta Internet chegou e ele se mudou com uma sacola de roupas e o computador, claro.

Daí meu martilho começou… Ele trabalhava em casa no computador, obvio. Eu ia trabalhar e ele na frente do computador. Eu voltava e ele na frente do computador. Eu fazia a janta, levava a comida pra ele, na mesa do computador, se não ele não comia. Eu ia tomar banho, dormir, e ele na frente do computador. As vezes acordava para ir trabalhar no outro dia e pasmem, ele continuava ali, na frente do computador.

Quase enlouqueci, pois não entrava na minha cabeça como alguém conseguia ficar parado na frente de uma maquina sem nem mesmo levantar para se esticar.

Depois de reclamar muito e brigar também, e escutar… “já tô indo minha vida!”, mudei de tática! Comecei a inventar maneiras de chamar a atenção dele. Fazia malabarismo na cadeira dele, sim, na frente do computador, para ficar com ele sem ele precisar sair dali. E comecei a fazer perguntas e me interessar pela internet e pelo trabalho que ele fazia. Até aprendi a entender aquelas linhas de códigos, a diferença entre HTML, ASP e PHP. Ponto pra mim!

Dois anos e meio já se passaram, e acreditem, ele continua na frente do computador! Mas eu, pra não brigar, não enlouquecer, não pagar uma terapia, resolvi me envolver também. Pedi de aniversário um computador pra mim e ganhei! A desculpa que dei é que ele não iria precisar dividir o amado computador dele comigo… E dai eu comecei a mexer em fotologs, blogs e navegar na internet com mais fluência.

Hoje, tenho meu blog que amo, meu site de notícias, me apaixonei pelo Google. Trabalhamos juntos nos nossos sites, trocamos idéias, ficamos horas conversando como fazer isso e aquilo. Vibramos com cada site finalizado com sucesso. Compartilhamos juntos a nossa vida Cibernética. E o melhor de tudo… hoje em dia quem diz “Já tô indo… já tô terminando!” Sou EU!

Minha dica para todas as mulheres de blogueiros, programadores de web é, nada de terapia nem de enlouquecer. Lembrem do ditado popular, “Se não pode vence-lo junta-se a ele!” e criem sua pagina, seu blog!


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